Vereadores discutem sobre dia do evangélico em FN, barreiras sanitárias e gastos com combustível

Vereadores discutem sobre dia do evangélico em FN, barreiras sanitárias e gastos com combustível


O início e boa parte da sessão de segunda-feira (25) foi uma discussão acerca do projeto de lei que estabelece o dia do evangélico em Fortaleza dos Nogueiras, o qual tem acontecido no mês de setembro, dia 20.

No intuito de que a data se torne feriado municipal o vereador Edimar Dias (PHS) entrou com um requerimento, mas que foi suspenso por um pedido de vista da vereadora Maria José (PSD). Isso porque há uma intenção de alguns evangélicos de que a data seja definida para outro mês. Segundo a vereadora o mês de setembro, quando em época de eleições, sobretudo municipais, pode desvirtuar o dia, que é uma data para ser intensificada com cultos de adoração ao Deus Todo Poderoso.

Já Edimar Dias não vê problema nenhuma em a data permanecer no mês de setembro. Para ele, mesmo em época de eleições, o dia do evangélico não sofrerá nenhum tipo de desvirtuamento.

Barreiras sanitárias

O vereador Gesmar Nogueira (PSDB) reclamou acerca do funcionamento das barreiras sanitárias instaladas na entrada da cidade para combate à pandemia do covid-19. Ele entende que a barreira “tem de funcionar 24 horas”.  “Essa hora não é hora de ninguém ver gasto, economia, porque dinheiro tem muito. Já chegou aí agora 360 mil e, está para chegar, não vou dizer de certeza, mas é quase certeza, está chegando aí um milhão e cem mil reais para combater a pandemia. É muito dinheiro. Dá para pôr dez pessoas para trabalhar em regime de plantão”.

Gesmar Nogueira observa que na barreira é preciso ter “gente da saúde, da vigilância epidemiológica”. E explica que “a polícia e guarda municipal é para dar segurança no caso de alguém querer desobedecer ao decreto”.

Problemática de água

Gesmar Nogueira levantou o questionamento acerca do bairro Nova Fortaleza que, segundo o vereador ficou sem água semana passada. E que um requerimento seu foi justamente um pedido para evitar que “a população não fique 10, 15 dias, um mês ou dois sem água, por causa de uma bomba que queimou. Meu requerimento foi justamente para que tenha uma bomba de reserva, pois quando uma dê problema, tem outra para substituir. Nós estamos numa pandemia, em que os meios de comunicação dizem a toda hora para nós lavarmos as mãos constantemente e, como é que pode um bairro ficar 15 dias sem água!?”.

“Os poços não têm o devido cuidado que deveriam ter”, diz o vereador Edimar. “Só mechem nele no dia que queima uma bomba. Não é assim, tudo tem que ter manutenção”.

Gastos com combustível

O vereador Carlos Zoel – Cazoel (PP) diz que gastos com combustíveis diminuíram após denúncias. E seguiu explanando os gastos no gabinete do prefeito e Secretaria de Administração.

Ele disse mais uma vez que “não vai se calar”. E enunciou: “Estas mãos aqui nunca foram usadas para pegar no que é alheio”.

Presidência – Considerações acerca da sessão

O vereador Antônio Félix Costa Barros – presidente da câmara, iniciou seu comentário falando sobre o corpo de bombeiros, que o procurou no intuito de dá contribuição ao município. “Eu liguei para o prefeito e fiz a oferta de mão de obra daquelas pessoas para ele e, ele agradeceu. E eles estão lá servindo o município de graça. Enquanto muitos funcionários, não todos, se recusaram a fazer sua parte. Uns com problema de saúde, a gente sabe; mas outros aproveitando a oportunidade”.

Em se tratando da barreira funcionar 24 horas o presidente disse que é “louvável”. “Se tiver gente para trocar turno; caso o prefeito queira usar o recurso que já entrou. Pois todos nós sabemos que já entrou 362 mil reais para combate ao Covid-19”. E lembrou: “Esta casa autorizou para ele um crédito adicional de 600 mil reais, com 300 já vai para quase 1 milhão. Os 600 não está em conta, mas os 300 já está”.

O presidente disse ainda de sua parcela de contribuição ao informar ao prefeito que soube por seu irmão de um laboratório em Goiânia que forneceria a quantidade de remédios para o coronavírus em preço bem em conta. Na sexta-feira (22), dentre outros remédios, “o prefeito pediu 1000 comprimidos de hidroxicloroquina por R$ 2,70”, afirmou Félix. “Aquilo que eu pude ajudar eu ajudei e ajudo”.

Considerações sobre a saúde

Félix comentou acerca de sua indicação que pede aumento de salário para os profissionais da saúde. “Pedi a ele que colocasse mais 20% para a insalubridade aos funcionários que estão à frente no atendimento à covid-19. Ele já está pagando 20, mais 20, faz 40. Mas parabéns pela resposta; louvável; bateu tudo certinho, quando ele diz que está tudo ok com a saúde”.

Todavia, o presidente questionou: “A secretária de saúde – terceira idade, grupo de risco, está afastada; subsecretária não existe; diretora do hospital não precisa falar porque vocês todos ouviram os áudios aí”. E continuou: “Como está tudo bem na saúde!? O motorista para ir a Imperatriz teria de receber 260 reais; lei mandada por ele, aprovada por nós, mas só da 100, 70 reais. Como é que está bom para saúde!? E o Plano de Cargos, Careira e Salários, que era para saúde!? Mas aqui pela resposta está perfeito”.

O presidente, enunciou ainda que os garis estão recebendo o salário de 998 reais. “Não tem nenhum, que recebeu o salário de R$ 1.045”.

Sobre a problemática de água Antônio Félix disse que se resume, dentre outros, ao “distribuidor” de água – aquele que liga a bomba, pois já se tem informação de que este “ao ligar cai no mundo [ou seja, sai para resolver outras coisas], a caixa enche e derrama demasiadamente”.

Requerimento

Requerimento de autoria de Gesmar Nogueira solicita cópia da prestação de contas com notas de todos os gastos feitos até o momento no combate à pandemia do Covid-19 pelo município. O vereador justifica o documento ao dizer que é necessário “acompanhar o destino dos recursos que foram enviados ao município, para o combate à pandemia”.

 

 

 

 


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