Secretaria de Educação explana aos vereadores aplicação de aulas via internet

Secretaria de Educação explana aos vereadores aplicação de aulas via internet


Parlamentares não se colocaram contra, mas vêm pouco progresso

A sessão de segunda-feira (01) foi pautada na discussão acerca de aulas via internet, que a Secretaria de Educação explanou. Parlamentares não apostam em progresso, mas não se posicionam contra.

A coordenadora pedagógica Cleonéia explicou que “a Secretaria de Educação sempre trabalha com o pensamento do ‘para todos’. Vamos alcançar 100%? Não. Nem na sala de aula”, explicou. “Professor dá aula para 30 alunos, as vezes ele consegue que 5, 6, 10 assimilem o conteúdo e, tem que utilizar várias metodologias”.

Cleonéia informou também acerca dos estudos que a secretaria tem feito e das discussões pro-início das aulas via internet. “Passei esse período assistindo as conferências, tanto a nível de Brasil, como trocando experiências com os municípios maranhenses; ouvindo a promotoria. A gente já tinha decidido como trabalhar, e a doutora Sandra fez tipo uma pressão muito grande, porque ela disse que a gente tem de montar um plano de trabalho, tem de enviar para promotoria, porque o promotor vai cobrar: o que vocês fizeram pela educação nesse período”.

A coordenadora deu exemplo de professores da zona rural, que não pararam, colocaram em prática via WhatsApp com acompanhamento da Secretaria. E explicou: “não é aula online”, pois para isso “seria preciso que todo o município tivesse cobertura de internet, que todo aluno tivesse celular”.

Então foi montado um cronograma o qual “atende todas as disciplinas e todos os professores”, informou Cleonéia. “A hora está respeitando a mesma hora de carga horária que o professor tem em sua aula presencial. E a parte online é um recurso para que a atividade chegue até ao aluno”.


Edimar Dias (PHS) vê como positiva a ação da secretaria em buscar proporcionar aos alunos um aprendizado via internet.

Mas a vereadora Maria José (PSD) observou que “o Maranhão está bem avançado em relação ao nosso Brasil, porque nas grandes cidades como Brasília, Belo Horizonte, Urbelândia, as aulas nunca iniciaram, nem mesmo online”. E enunciou: “Está fazendo de conta, que está tendo uma ocupação para os alunos, pois tem escola que nem livro tem”.

O vereador Gesmar Nogueira (PSDB) levantou questionamento adjacente ao assunto da educação, mas a respeito do recurso para merenda e transporte escolar: “Continua vindo esse dinheiro ou parou de vir?”. A ex-secretária Maria Martins, que acompanhava Cleonéia respondeu: “Se não me engano veio até para o mês de junho. Só que a merenda que a gente distribuiu foi aquele que tínhamos estocada. Não compramos mais. Mas como a gente está dizendo, que talvez nem volte este ano [as aulas], mas se por acaso for necessário compraremos mais e faremos mais distribuição”.

Gesmar tornou a questionar: “Há uns trinta dias o prefeito distribui a merenda para os alunos. De lá para cá entrou dinheiro novamente”. Retrucou Maria: “Mas nós não usamos”.

“Está lá na conta?!”, perguntou em tom afirmativo, Gesmar. E Maria respondeu afirmativamente.

E sobre o transporte escolar, o vereador questionou novamente: “O dinheiro do transporte escolar está na conta ou ele pode ser usado para outra coisa?”. “Não está sendo usado para outra coisa, não”, respondeu Maria.

O vereador questionou ainda acerca da escola da localidade Muriçoca, que dispõe de uma sala de informática, mas que nunca foi usada por falta de instalação da internet.

O presidente da Casa disse que as aulas na modalidade proposta pela Secretaria “é uma tarefa muito difícil para o município. Espero que tenha um resultado positivo. Mas é quase sem acreditar”.


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